EXTENSÃO - GRUPO FREEWAY - Uma viagem de 22 a 27 de dezembro para viver o Natal com história, sabor e poesia — de Óbidos a Alcobaça e Nazaré - 05 Dias / 04 noites - 22/12 a 27/12/2026
ITINERÁRIO:
*Legenda: C: café da manhã | A: almoço | J: jantar | CN: ceia de natal | DV: degustação de vinho.
1º Dia - 22/12/2026 - O Início da Aventura
O espírito natalino começa ainda no Brasil. Nosso encontro é no Aeroporto de Guarulhos, onde embarcaremos rumo a Portugal com o coração cheio de expectativa. A noite será passada a bordo, preparando-nos para aterrar na terrinha antiga e acolhedora que nos espera.
2º Dia - 23/12/2026 - Lisboa Literária, Descanso e o Primeiro Encanto em Óbidos (J)
A manhã começa com a emoção de aterrar em Lisboa, cidade que Fernando Pessoa eternizou como "uma linda cidade para se partir ou para se chegar". A nossa nos aguarda para um breve, mas inesquecível, prefácio literário. Fazemos uma paragem estratégica no Chiado, coração cultural da capital, onde nos espera um dos cafés mais emblemáticos do mundo: A Brasileira.
Inaugurada em 1905 na Rua Garrett, A Brasileira foi o ponto de encontro da intelligentsia portuguesa do século XX. Pelas suas mesas de mármore e cadeiras de couro passaram Fernando Pessoa, Almada Negreiros, Aquilino Ribeiro e toda a geração que revolucionou as letras lusitanas com a revista Orpheu. É neste ambiente carregado de história e de histórias que fazemos a nossa primeira pausa. O grupo senta-se, pede uma bica — o expresso à moda portuguesa — e um pastel de nata, e ocupa literalmente o mesmo espaço onde o poeta dos heterónimos passava tardes inteiras a escrever, a conversar e a observar o movimento da rua. O aroma do café, o brilho dos espelhos, a madeira escura do balcão: tudo ali respira literatura. No exterior, a icónica estátua de bronze de Pessoa, da autoria de Lagoa Henriques, aguarda o grupo para a fotografia clássica — ombro a ombro com o génio que deu tantas vozes a Lisboa e ao mundo.
A poucos passos dali, na mesma Rua Garrett, entramos na Livraria Bertrand, fundada em 1732 e reconhecida pelo Guinness como a mais antiga do mundo ainda em funcionamento. Entre as suas salas forradas de livros, respiramos o primeiro aroma a papel e tinta da viagem. Esta curta imersão de cerca de uma hora no Chiado literário é o primeiro verso das nossas crónicas natalícias.
Deixamos Lisboa para trás e seguimos rumo a Óbidos, numa viagem de cerca de uma hora pela paisagem suave do Oeste português. À chegada, somos recebidos pela silhueta das muralhas medievais que abraçam a vila — antigo presente de casamento de D. Dinis à Rainha Santa Isabel e, desde então, conhecida como a "Vila das Rainhas".
O almoço de chegada é leve e reconfortante, com sabores da região. Depois, um momento necessário: duas horas de merecido descanso no hotel. Os quartos acolhem-nos para uma pausa revigorante, para que o grupo se refaça do voo noturno e recupere as energias.
Já pela tarde, com os ânimos renovados, saímos para um primeiro e delicado reconhecimento de Óbidos. O passeio conduz-nos à Livraria de Santiago, instalada numa antiga igreja do século XII e símbolo maior do título de Óbidos como Cidade Criativa da Literatura pela UNESCO — distinção que a coloca na mesma rede de cidades como Dublin, Edimburgo e Melbourne. Ali, entre arcos góticos e livros que forram as paredes como tapeçarias, compreendemos por que a literatura é a alma desta vila. A transformação do espaço sagrado em templo das letras é, por si só, um poema arquitetónico.
O passeio prossegue pelas ruelas de paralelepípedo floridas de buganvílias, com paragens na icónica Porta da Vila e nas pequenas livrarias temáticas que despontam na Rua Direita. A tarde não estaria completa sem o ritual mais doce de Óbidos: provar a Ginjinha — o famoso licor de ginja servido em copo de chocolate — numa das tascas familiares junto à muralha. Ao cair da noite, as luzes da Vila Natal acendem e o encantamento está completo. As nossas crónicas de Natal acabam de começar.
Jantar.
3º Dia - 24/12/2026 - Espiritualidade em Alcobaça e a Magia da Consoada (C, CN)
A manhã da Véspera de Natal guarda um dos momentos mais sublimes da viagem. Em passeio rápido de van, seguimos até Alcobaça, cidade que cresceu à sombra do seu Mosteiro — um dos mais grandiosos conjuntos cistercienses da Europa, classificado como Património da Humanidade pela UNESCO. Ali repousa a história de amor mais trágica e bela de Portugal: a de D. Pedro e D. Inês de Castro, cujos túmulos, primorosamente esculpidos, se enfrentam frente a frente no transepto da igreja, para que no Juízo Final o primeiro olhar de ambos seja um para o outro.
O comércio local, ainda vibrante com os últimos preparativos natalinos, dá o tom acolhedor da data.
De volta a Óbidos, a tarde é de descanso e preparação.
A Ceia de Natal portuguesa — a Consoada — será celebrada em ambiente íntimo. Tradicionalmente, a mesa reúne o bacalhau cozido com batatas e couves, regado a azeite generoso, seguido pelos doces conventuais que nasceram nos mosteiros da região. Entre eles, as rabanadas, os sonhos e as filhós. O afeto é o ingrediente principal.
4º Dia - 25/12/2026 - Um Brinde de Natal Entre Vinhas e História (C, DV)
O dia de Natal amanhece sereno e reserva um presente especial. Pela manhã, uma visita exclusiva nos espera na Quinta do Sanguinhal, vinícola familiar cujas origens remontam ao século XIX e que integra a prestigiada Rota do Vinho do Oeste. Caminharemos entre vinhas plantadas em solos argilo-calcários de influência atlântica, visitaremos a antiga destilaria e o lagar com prensas centenárias de 1871, e descemos à cave de envelhecimento, onde o silêncio e a penumbra guardam tonéis de carvalho francês e português.
A experiência culmina numa prova comentada de vinhos, harmonizada com queijos regionais e doces conventuais — um brinde de Natal em grande estilo, celebrando o território e as suas tradições.
A tarde é livre em Óbidos para um passeio tranquilo pelas muralhas, para descobrir cantos escondidos da vila ou simplesmente desfrutar a paz natalina. As palavras de Eça de Queirós, que por aqui passou, parecem sussurrar em cada esquina.
5º Dia - 26/12/2026 - A Grandeza do Mar na Nazaré e uma Despedida Literária ( C, J )
Com o espírito renovado, partimos pela manhã rumo à Nazaré, vila piscatória que se tornou mundialmente conhecida pelas ondas gigantes surfadas na Praia do Norte — mas cuja alma é muito mais antiga e profunda.
A lenda conta que a imagem de Nossa Senhora de Nazaré foi salva da fúria do mar por um cavaleiro que, perseguindo um veado, viu o abismo abrir-se e foi salvo por um milagre. A van sobe confortavelmente ao Sítio da Nazaré, onde o mirante revela toda a imponência do Oceano Atlântico. Abaixo, a praia estende-se com os barcos coloridos puxados por bois e as varinas — as vendedoras de peixe — que ainda preservam a tradição das sete saias, cada uma representando um dia da semana.
O almoço com o peixe mais fresco da região, grelhado no carvão, é parte obrigatória e saborosa do passeio.
À noite, de volta a Óbidos, celebramos a última noite com um jantar especial no ambiente mágico do The Literary Man Hotel, o maior hotel literário do mundo, com mais de 100 mil livros que forram paredes, corredores e salões. Entre volumes raros, primeiras edições e o aroma a papel envelhecido, brindamos a esta viagem única — uma despedida à altura do título de Vila Literária que Óbidos ostenta com tanto orgulho e merecimento.
6º Dia - 27/12/2026 - Até Breve, Óbidos e para os interessados, olá, Madeira (C)
Após o café da manhã e o check-out, seguimos para o Aeroporto de Lisboa.
Aqui o nosso grupo divide-se: alguns retornarão ao Brasil, outros seguirão para um outro destino na Europa, e ainda outros irão se integrar ao grupo que acaba de chegar do Brasil e segue agora à Ilha da Madeira, onde conheceremos o melhor da ilha e celebraremos o Réveillon das Luzes ou dos Fogos.
>> Deixamos para trás as muralhas, as livrarias, os vinhos e os sabores, mas levamos na bagagem as crónicas — as memórias — deste Natal que foi vivido entre versos e o Atlântico.
OBS: Os passeios e atividades poderão sofrer mudança na ordem ou até substituição por outros de valor e interesse equivalentes, por conta da disponibilidade dos parceiros locais ou de imprevistos no funcionamento.

















