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Cazaquistão - Rota da Seda: Melhor época, curiosidades e roteiro de viagem

 

Há destinos que parecem existir fora do tempo. O Cazaquistão é um deles. O maior país sem litoral do mundo ocupa um território de proporções quase inacreditáveis  da estepe gelada ao deserto de areia, das montanhas nevadas da cordilheira Tian Shan às planícies que se estendem até onde a vista alcança. 

Por aqui passaram conquistadores mongóis, caravanas da Rota da Seda e, mais recentemente, o olhar admirado de viajantes que buscam o que ainda é genuíno.

A Freeway, pioneira no ecoturismo com 42 anos de história levando brasileiros a destinos fora do comum, escolheu o Cazaquistão como mais um capítulo dessa aventura. E não é difícil entender por quê.

 

Como ir do Brasil para o Cazaquistão?

 

Não existe voo direto do Brasil para o Cazaquistão, mas a conexão é mais simples do que parece. O caminho mais comum parte de São Paulo (GRU) com escala em cidades europeias ou do Oriente Médio  Istambul, Dubai, Doha ou Frankfurt são as apostas mais frequentes  até chegar ao Aeroporto Internacional de Nur-Sultan (TSE), em Astana, ou ao Aeroporto de Almaty (ALA).

As principais companhias que operam essas rotas são Turkish Airlines, Emirates, Qatar solAirways e Lufthansa. O tempo total de viagem, contando as escalas, fica entre 18 e 24 horas dependendo do itinerário escolhido. Uma boa dica: chegando por Istambul, é possível empacotar uma escala turca no roteiro sem custo adicional de voo.

 

Qual a melhor época para ir ao Cazaquistão?

 

O Cazaquistão tem um clima continental de extremos. Os invernos são rigorosos  em Astana, as temperaturas podem cair a -30°C, tornando a cidade uma das capitais mais frias do mundo. Já os verões são quentes e secos, especialmente no sul do país.

A janela ideal para a maioria dos viajantes é entre maio e setembro, quando o clima é ameno, os dias são longos e a paisagem da estepe se torna uma aquarela de verde e dourado. Junho e julho são os meses mais agradáveis: temperatura entre 20°C e 28°C, poucas chuvas e luz abundante.

Quem gosta de neve e quer esquiar em Shymbulak pode planejar a viagem entre dezembro e março. A estação funciona com estrutura completa e os preços costumam ser mais em conta do que nos Alpes europeus.

 

O que fazer no Cazaquistão?

 

O país combina arquitetura futurista, patrimônio islâmico milenar, natureza selvagem e uma cultura nômade que ainda pulsa nas tradições locais. O roteiro da Freeway concentra os destaques em duas cidades que representam bem essa dualidade cazaque.

 

 

Astana (atual Nur-Sultan) 

 

Astana é uma das cidades mais surpreendentes da Ásia. Construída quase do zero no meio da estepe nos anos 1990, ela parece ter saído de um roteiro de ficção científica. Arranha-céus espelhados, monumentos gigantescos e projetos arquitetônicos assinados por nomes como Norman Foster compõem uma capital que impressiona pelo ousado e pelo inesperado.

 

Palácio da Independência — O primeiro ponto do roteiro traz uma visão geral da cidade através de um mapa interativo e exposições sobre a história do país. É uma boa introdução ao Cazaquistão moderno.

 

Palácio da Paz e da Concórdia — A pirâmide de Norman Foster é, talvez, o edifício mais fotogênico da cidade. Construída para sediar congressos de líderes religiosos mundiais, ela brilha ao sol como um cristal plantado na estepe.

 

Centro Nacional Nur Alem — Legado da EXPO 2017, é a maior construção esférica do mundo. O interior abriga exposições sobre energia do futuro e oferece uma vista panorâmica da cidade a partir do alto.

 

Mesquita Hazret Sultan — Uma das maiores mesquitas da Ásia Central, com capacidade para mais de 10.000 fiéis. A arquitetura é monumental e os detalhes internos, impecáveis.

 

Torre Baiterek — O símbolo de Astana tem 97 metros de altura e representa uma árvore da vida com um ovo de ouro no topo. Dentro do ovo (esférico e dourado), é possível ver a impressão da mão do ex-presidente Nazarbayev — e colocar a sua própria em cima, como manda a tradição local para fazer um pedido.

 

Avenida Nurzhol e Praça Redonda — O eixo central da nova Astana é um passeio a pé muito agradável, especialmente ao entardecer, quando os prédios se iluminam e a cidade ganha outro charme.

 

Khan Shatyr — O maior centro de entretenimento do país tem formato de tenda e abriga desde lojas de grifes até uma praia artificial coberta. Um exemplo perfeito do Cazaquistão contemporâneo que mistura tradição (a tenda, símbolo nômade) com modernidade.



 


 

 

Almaty 

 

A antiga capital do Cazaquistão tem uma personalidade completamente diferente de Astana. Almaty é mais humana, mais verde, mais histórica. Com a Cordilheira Tian Shan ao fundo, a cidade combina arquitetura soviética, bairros boêmios, mercados vibrantes e acesso direto às montanhas.

 

 Parque dos 28 Guardiões Panfilov — Um dos parques mais bonitos da cidade homenageia os soldados cazaques que morreram na Segunda Guerra Mundial defendendo Moscou. O Fogo Eterno e a Catedral da Ascensão, dentro do parque, criam uma atmosfera que mistura memória e beleza.

 

Catedral da Ascensão — Construída inteiramente em madeira no início do século XX, sem um único prego, a catedral ortodoxa é uma das mais bonitas da Ásia Central e sobreviveu a vários terremotos.

 

Museu de Instrumentos Musicais Nacionais — Com mais de 1.000 artefatos, o museu apresenta a riqueza da música cazaque e de outros povos da região. Os instrumentos de corda e percussão revelam uma tradição musical surpreendentemente sofisticada.

 

Mesquita Central — Construída em 1999, é um dos pontos de referência islâmicos de Almaty. A arquitetura imponente e os jardins ao redor convidam a uma pausa contemplativa.

 

 Bazar Verde (Zelyony Bazar) — O coração gastronômico de Almaty. Aqui se compra de tudo: especiarias, frutas secas, queijos curados, mel de montanha e, para os mais aventureiros, leite de égua (kumiss) e leite de camela. Vale chegar com fome e curiosidade.

 

Desfiladeiro de Medeo — A cerca de 15 km do centro, o desfiladeiro abriga a pista de patinação no gelo mais alta do mundo (1.691 metros de altitude). Mesmo sem patins, o lugar é espetacular, cercado de montanhas e pinheiros.

 

Estação de Esqui Shymbulak — Acessada por um teleférico de 6.200 metros que sobe pelo Vale Trans-Ili Alatau, Shymbulak é uma das melhores estações de esqui da Ásia Central. No verão, as pistas se transformam em trilhas de trekking com vistas de tirar o fôlego.

 

Parque Kok-Tobe — O parque no topo de uma colina é alcançado por teleférico e oferece mirantes panorâmicos da cidade. A torre de TV de 350 metros domina a paisagem e é um dos cartões-postais mais fotografados de Almaty.



 

 

 

 

O que comer no Cazaquistão?

 

A culinária cazaque é generosa, robusta e reveladora da história nômade do povo. A carne  de carneiro, cavalo e camelo  é a protagonista da mesa, preparada de diferentes formas conforme a região e a ocasião.

O prato mais tradicional é o beshbarmak, cujo nome significa literalmente 'cinco dedos' em cazaque  uma referência à forma como era comido antigamente, com as mãos. Consiste em macarrão largo e fino coberto de carne cozida (geralmente cordeiro ou cavalo) e regado com um caldo aromático chamado sorpa. É um prato de festa, servido em momentos especiais.

 

Além do beshbarmak, algumas iguarias que vale experimentar:

 

       Manty — pastéis cozidos no vapor recheados de carne e cebola, parecidos com os momos tibetanos ou dim sum chineses.

      Samsa — pastéis assados em forno de barro, recheados de carne ou abóbora. Encontrados em qualquer mercado ou padaria local.

      Kumiss — leite fermentado de égua, ligeiramente alcoólico e com sabor azedo. É uma bebida cultural, consumida em reuniões e celebrações.

       Shubat — similar ao kumiss, mas feito de leite de camela. Mais suave e com alto teor nutritivo.

      Baursak — bolinhos de massa frita, servidos com chá ou mel. Simples e irresistíveis.


 

O chá preto com leite (chai) é a bebida cotidiana do cazaque. Recusar uma xícara é considerado indelicado — aceite sempre, pois é um gesto de hospitalidade genuína.

 

 

O que levar na mala para o Cazaquistão?

 

A resposta depende da época da viagem, mas algumas recomendações valem para qualquer período:

 

      Roupas em camadas — o clima pode mudar rapidamente, especialmente nas regiões de montanha. Mesmo no verão, as noites em Almaty e nas altitudes mais elevadas são frias.

      Casaco impermeável leve — útil para chuvas ocasionais e para o frio das altitudes.

       Calçado confortável para caminhadas — o desfiladeiro de Medeo, o parque Kok-Tobe e Shymbulak pedem sapatos com boa aderência.

      Protetor solar alto fator — a altitude intensifica a radiação ultravioleta. Em Shymbulak ou nas trilhas de montanha, o sol queima muito mais do que parece.

      Adaptador de tomadas — o Cazaquistão usa o padrão europeu (tipo C e F, 220V). Brasileiros com aparelhos de dois pinos arredondados não precisam de adaptador; quem usa o padrão brasileiro de três pinos sim.

      Dólares ou euros em espécie — para troca por tenge (a moeda local) em casas de câmbio. Cartões internacionais funcionam nas grandes cidades, mas fora delas o dinheiro físico ainda é rei.

      Medicamentos básicos — nem todas as farmácias nas cidades menores terão o que você precisa. Leve analgésicos, anti diarreicos e qualquer medicamento de uso contínuo.

 

 

O que trazer de lembrança do Cazaquistão?

 

O artesanato cazaque é rico em têxteis, couro e objetos decorativos com motivos geométricos herdados da cultura nômade. Algumas sugestões:

 

      Tapetes e carpetes — feitos à mão, com padrões coloridos que contam histórias tribais. Pesados para levar na bagagem, mas encontram-se versões menores e mais leves em formato de toalha de mesa ou porta-joias.

      Shyrdak — tapetes de feltro tradicionais, com estampas geométricas em cores vibrantes. São leves e dobram bem na mala.

       Instrumentos musicais em miniatura — o dombra (instrumento de corda tradicional) em versão decorativa é uma lembrança original e fácil de carregar.

       Mel e geleias de frutas silvestres — especialmente os de mel de montanha, vendidos no Bazar Verde de Almaty.

      Especiarias — o mercado é fartura para quem gosta de cozinhar. Pimenta negra, açafrão local, mistura para shashlik e ervas secas fazem boas recordações gastronômicas.

       Chapéu nacional (Kalpak) — o chapéu de feltro branco com bordados pretos é o acessório mais típico do Cazaquistão e um presente inusitado garantido.

 



 

Precisa de visto para viajar ao Cazaquistão?

 

Brasileiros não precisam de visto para entrar no Cazaquistão em viagens de até 30 dias. O acordo de isenção de vistos está em vigor e facilita enormemente o planejamento da viagem, basta o passaporte válido com pelo menos seis meses de validade a partir da data de entrada.

Vale lembrar que o Cazaquistão exige o registro de estrangeiros nas primeiras 72 horas após a chegada. Na prática, os hotéis realizam esse procedimento automaticamente ao fazer o check-in  é importante guardar o comprovante fornecido pela acomodação, pois ele pode ser solicitado na saída do país.

Para estadias acima de 30 dias ou em caso de trabalho remunerado, é necessário solicitar visto junto à Embaixada do Cazaquistão. O site oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros cazaque oferece a opção de e-Visa para várias nacionalidades, com processamento em até 5 dias úteis.

 

 

 

Viaje com a Freeway para o Cazaquistão

 

Com 42 anos de experiência e pioneirismo no ecoturismo brasileiro, a Freeway conhece os destinos que ainda guardam algo de autêntico. O Cazaquistão é exatamente esse tipo de lugar: um país que surpreende quem chega sem muitas expectativas e conquista quem parte querendo voltar.

Nossos roteiros para o Cazaquistão são pensados para equilibrar as grandes atrações urbanas de Astana e Almaty com experiências mais imersivas  como o contato com a culinária local nos bazares, o trekking nas montanhas e o entendimento da cultura nômade que ainda define a identidade do povo cazaque.

Seja para quem quer aventura nas montanhas, quem busca o exotismo de uma capital futurista no meio da estepe ou quem simplesmente quer pisar em chão ainda pouco trilhado por turistas brasileiros, o Cazaquistão tem uma história para contar  e a Freeway está pronta para ser sua guia nessa jornada.

 


 

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