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Purmamarca é a cidade das montanhas coloridas

Conheça a belezas da região norte da Argentina a caminho do Deserto do Atacama

Fonte: WebVenture

Quando se é apaixonado pela natureza e planeja uma viagem pelo deserto, por mais que algumas cidades sejam charmosas, divertidas e interessantes, o maior desejo é sair logo do asfalto e começar a ver as cores mudando, as árvores acabando e as paisagens só vistas até então em buscas no Google.

Esse era o sentimento saindo de Salta, na Argentina. Apesar de ser um destino bem interessante, eu ansiava chegar logo aos cactos e a primeira lhama.
E foi ao entrar na Ruta 51 onde literalmente cruzamos a linha das paisagens e entramos primeiramente em um mundo de pedras cinzas, montes altos e riachos. Então começamos a avistar as primeiras paisagens com areia por todos os lados, e é claro, lhamas.

O caminho de Salta até a cidade de Purmamarca tinha cerca de 360 quilômetros, mas levamos o dia inteiro no trajeto. Um dos motivos foi que parávamos para tirar uma foto a cada quilômetros deslumbrados com as paisagens surreais da região. O outro motivo foi o desvio que fizemos para conhecer o viaduto La Polvorilla, em San Antonio de Los Cobres. Apesar das muitas histórias de pessoas com dificuldades de chegar ao local, encontramos o destino facilmente seguindo pela Ruta 40 até o pequeno e empoeirado povoado e lá pedimos informação sobre o viaduto. Seguimos algumas plaquinhas de madeira e chegamos até ele.

O Viaduto La Polvorilla foi construído entre 1930 e 1932, sendo considerado um monumento da engenharia desde a sua inauguração. A obra tem 63 metros de altura e 1590 toneladas serve de caminho para o Tren a Las Nubes, que sai de Salta e vai até Puna de Atacama passando pela Cordilheira dos Andes.
Outra informação importante é que a parte de baixo do viaduto, onde chegamos de carro, está a quase quatro mil metro de altitude, e foi quando boa parte do nosso grupo descobriu o que era o mal de altitude.


O mal de altitude ou mal de montanha é uma condição patológica causada pela exposição aguda à baixa pressão parcial de oxigênio. Na prática, o organismo tem dificuldade de absorver oxigênio então enquanto preparávamos o almoço sentíamos tontura, enjoo e cansaço excessivo.
Fizemos o caminho do Viaduto até a cidade de Purmamarca seguindo pela Ruta 40, a melhor e pior estrada da viagem inteira. Pior porque a estrada não é asfaltada, alguns trechos de rípio estão em péssimas condições e o caminho até a (perfeitamente asfaltada) Ruta 52 é longo. Mas também é a melhor porque foi a estrada mais bonita e divertida que passamos, com animais, vegetação mudando várias vezes e paisagens lindas, sem contar o silêncio e a solidão, pois não cruzamos com nenhum outro carro o percurso inteiro.

Após a 40 pegamos a Ruta 52 à direita, cruzamos nosso primeiro salar, o Salinas Grandes, e seguimos pelas famosas curvas subindo e descendo a montanha até chegar em Purmamarca, uma cidade com pouco mais de dois mil habitantes que tinha tudo para ser uma vila andina como qualquer outra, mas não é.
A joia e principal atração turística do destino é o Cerro de los Siete Colores, as cores mostram a idade do morro que tem cerca de 70 milhões de anos, formado por sedimentos de rios, lagos e mares. O local representa uma das diversas montanhas coloridas da região, forma um lindo contraste com a cidadezinha e rende ótimas fotos.


Aproveitamos para conhecer a cidadezinha a pé e comprar as amargas folhas de coca em um mercadinho local, para ajudar a diminuir os efeitos da altitude.
A noite que dormimos em Purmamarca ficamos em um camping escondido na estrada do lado direito de quem vai de Susques, antes de chegar a cidade. O dono do camping chama José.

No próximo post a jornalista Isabela Rios conta sobre a cidade dos mochileiros, Tilcara Não deixe de ler os posts anteriores sobre a etapa saindo de São Paulo, passando por Foz do Iguaçu e Resistência e Salta até Purmamarca e o post sobre roteiro, bagagem e preparação para a viagem. 

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