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São Paulo e a bicicleta

Dois entes aparentemente tão antagônicos, como a cidade de São Paulo e a bicicleta, podem ensaiar um namoro. No mínimo um ficar.

A proposta: isolar uma faixa das principais avenidas da capital aos domingos, para que a população redescubra o prazer de perceber sua cidade de uma forma diferente. 
 
Os protagonistas: os paulistanos que gostam de pedalar, os que precisam fazer exercício, pais que não vêem seus filhos durante a semana, amigos que moram a uma distância menor do que 10 km, turistas enfurnados em hotéis, executivos que precisam trabalhar aos domingos, entregadores dos McDonalds, e tantos outros.

A produção: A Prefeitura de São Paulo, a CET, as entidades ligadas às bicicletas.

Os apoiadores: shopping centers, indústrias e lojas de bikes, Ministério da Saúde, as feiras e eventos em São Paulo, a São Paulo Turis, o Convention Bureau, o site Planeta Sustentável, etc...

Quem ganha: os ciclistas, o clima, os amigos, a cidade, a paz, o trânsito, o coração.

De onde vem a idéia: de duas fontes. A primeira, das cidades européias que já criaram tíquetes e bolsões de bicicletas, de maneira que o cidadão possa pegar uma bicicleta num ponto estratégico de Barcelona, ao lado de um metrô ou museu, por exemplo, e entregar em outro. 
A segunda, do congestionamento-monstro na Adventure Sports Fair, no Ibirapuera, fazendo com que uma feliz visita à feira obrigue o cidadão a passar por um calvário de quase uma hora para estacionar. Dessa constatação nasce a sugestão de que uma feira assim, que propõe soluções para um mundo mais ativo e melhor, deveria ser ela própria, como instituição, uma usina de idéias criativas e de boas práticas e promotora de novos modelos de vida em comunidade. Que tal um bolsão de estacionamento em local mais distante da feira, com uma conexão por bicicletas, fornecidas pela feira, através de um caminho seguro?

A idéia, ao final, é uma só. Protagonismo e liderança criativa. Criatividade e ousadia na implantação. 
 
É na busca e descoberta de soluções não convencionais que o paulistano poderá se redescobrir e tornar a vida na metrópole mais amiga. As empresas têm um grande papel neste protagonismo.  O resultado: um ganha-ganha para os cidadãos, suas vidas e a nossa metrópole.

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Edgar Werblowsky é presidente e diretor de ações socioambientais da Freeway e vice-diretor do TOI – Tour Operators Initiative for Sustainable Tourism Developoment – UNEP – UNESCO - UNWTO

 
www.freeway.tur.br
www.toinitiative.org

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