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Trocando o Mogno agora também pelo Pinus


Escrevi há três anos propondo a troca do mogno por eucalipto na hora da família comprar seus móveis.

Na ocasião recebi comentários positivos e negativos. Os críticos diziam que o eucalipto é um usurpador de água.

Até pode ser, mas estive sempre propondo um plantio inteligente, responsável, longe de cursos dágua, nas encostas de montanhas. E de áreas já há muito deflorestadas, aqui no sudeste.

Para mim o mais importante era diminuir a pressão da demanda sobre a madeira amazônica, reduzindo com isso a volúpia por sua extração e comercialização, em sua maior parte, ilegal e criminosa.

A mola mestra do meu raciocínio se baseia na participação consciente da sociedade, do consumidor. No empoderamento do ser, do cidadão. Aquilo que chamam de consumo responsável.

O nosso poder, juntos, é enorme.

E assim eu, e nós consumidores responsáveis,  podemos tomar uma atitude pró ativa, ao invés de só chorar e nos sentimosr impotententes ao ver, a cada manha, a página sobre meio ambiente com a destruição da floresta estampada, na Folha ou no Estadao.

Nem leio mais estas páginas. Só olho e choro baixinho, lá no fundo. Sem verter lágrimas.

Hoje venho acrescentar mais um dado feliz a essa história. Acabamos de inaugurar o novo deck da Freeway em nosso jardim.

Fizemos questão de fazê-lo com madeira plantada e a escolha recaiu sobre o pinus. Achei que não prestava, e me surpreendi. Tratado em autoclave ele tem garantia de 15 anos. E ficou muito bonito. As mesas com guarda-sóis são em eucalipto. Também charmosas.

E o interessante é que além de bonito, de ser nosso espaço de eventos, ele foi feito por um motivo maior. Não queríamos impermeabilizar o quintal. Queríamos manter a terra por debaixo, para que a água da chuva continuasse a se infiltrar ali mesmo, na Freeway, impedindo seu caminho até a vala comum, o Rio Tietê, e acabando por causar aquilo que todo mundo sabe.

O pinus autoclavado é bonito, resistente, e é a solução, ou uma das soluções, para nós consumidores brasileiros ajudarmos a deixar em paz e em pé a floresta amazônica.

Só para lembrar, 36% da madeira da Amazônia é usada por nós aqui no sudeste. Vejam o nosso poder de mercado.

Sim, nós podemos fazer a diferença.

Da mesma maneira como juntos podemos parar com a volúpia dos saquinhos plásticos nos supermercados, poderemos juntos estancar a hemorragia da floresta.

Faz me sentir melhor.

 

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